A hora dos alimentos artesanais e gourmet

Crédito: Rafael Martins/ Esp. DP

Para se diferenciar, uma das apostas do restaurante Coco Bambu é o hamburguer prime com batatas trufadas – Crédito: Rafael Martins/ Esp. DP

Seja para montar um aparelho eletrônico, aprender a costurar ou como construir móveis: nunca foi tão fácil achar instruções sobre a forma de fazer qualquer tarefa na internet. Não é diferente na hora da alimentação. Em pouco tempo, vídeos com receitas artesanais dos mais variados alimentos e dicas de como montar a sua própria horta dentro de casa viralizam, atraindo um novo público, modificando a forma de consumo de alguns e afetando não só a saúde de uma população, como também o mercado de alimentos.

A estudante Fernanda Samico, de 20 anos, é uma das que investe tempo e pesquisa na criação da horta residencial. Ela teve os primeiros contatos com o cultivo de comida em casa durante um intercâmbio na Austrália. Hoje, já colhe ervas como manjericão e alecrim para consumo próprio e investe no processo de “experimentação”, tentando tornar o mais natural possível sementes de tomate, cenoura e pimentão. “Germino uma semente, depois planto outra e mais outra até conseguir a mais natural”, conta. Para ela, um dos principais motivadores da atividade é a tranquilidade passada pela atividade. “Acho muito terapêutico e, de certa forma, tenho vontade de consumir algo 100% natural”.

De olho nessas tendências e no consumo de alimentos cada vez mais artesanais, o mercado também se adapta. No caso do restaurante Coco Bambu Recife, a adição de um cheeseburguer, diferente dos pratos tradicionais da casa, busca atrair novos perfis de clientes, sem perder a qualidade pela qual o espaço é reconhecido. A receita do pão, preparo da carne e dos acompanhamentos são meticulosamente estudados para agradar ao perfil exigente do cliente. “O nosso hambúrguer é feito com um corte prime de carnes e é acompanhado de nossas batatas, que são rústicas e trufadas, diferente dos fast foods”, explica o sócio-proprietário Eduardo Medeiros.

No caso específico do hambúrguer, os especialistas garantem que há mais benefícios em apostar no “gourmet / feito à mão” do que buscar as opções mais famosas e baratas. “Não se pode nem comparar um industrializado com um artesanal. A gente não sabe exatamente o que há nesses mixes de carne que se usam para embutidos. É uma grande interrogação. Já o artesanal é uma boa opção de proteína no cardápio, seja de peixe, frango ou carne bovina”, instrui a nutricionista do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Pernambuco Maria Auxiliadora de Albuquerque.

Na visão da especialista, a busca por alimentos cada vez mais naturais pode garantir, além de benefícios como diminuir a obesidade e melhorar taxas de colesterol e glicose, a certeza sobre a qualidade da matéria-prima consumida. “Se pensarmos em uma bolacha industrializada, por exemplo, que custa R$ 3 na prateleira: o que tem de investimento no alimento, nos nutrientes, vitaminas e minerais quando você tira o valor da embalagem, transporte e comercialização? É muito pouco”, alerta.

Serviço:
Coco Bambu
Onde? Shopping Recife: Rua Padre Carapuceiro, 777 – Boa Viagem, Recife – PE
Informações: 3038-7080

 

*Conteúdo Produzido

Autor:: Thayse Boldrini

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