Longe da TV há cinco anos, Pedro Malta retorna às novelas e se dedica à faculdade no Recife

Crédito: Divulgação/TV Globo

Crédito: Divulgação/TV Globo

Quem não lembra do Lipe da novela Coração de Estudante? Pedro Malta, de 23 anos, é o recifense responsável por dar vida ao personagem, que fez sucesso na telinha em 2002 e rendeu sete prêmios, entre eles a categoria de Melhor Ator Mirim do Domingão do Faustão e o Prêmio Contigo de TV. E como toda criança que faz sucesso na mídia, de alguma maneira, Pedro teve a sua infância diretamente afetada pelo ofício de ator mirim. Acredite: ele começou a atuar aos três anos de idade. Atualmente, ele estuda Rádio e TV na capital pernambucana  e pretende continuar no ramo artístico. Depois de cinco anos longe das telinhas, Pedro integra o atual elenco da novela O Rico e O Lázaro e já começou a gravar as cenas da trama bíblica no Rio de Janeiro.

Crédito: Paulo Higor Nunes/Divulgação

Crédito: Paulo Higor Nunes/Divulgação

Desde cedo, Pedro sempre fez parte do universo da atuação, seja em televisão, cinema ou teatro. Aos cinco anos, participou de um programa de entretenimento com o conterrâneo Flávio Barra. Hoje, já crescido e maduro, tem o sonho de se tornar diretor de cinema. Com uma vida corrida, se dividindo entre Recife e Rio de Janeiro, o pernambucano ainda mantém um namoro com a olindense Carolina Lamenha, de 20 anos. 

Pedro Malta e Carolina Lamenha - Crédito: Reprodução / Instagram

Pedro Malta e a namorada, a olindense Carolina Lamenha – Crédito: Reprodução / Instagram

Durante os últimos anos distante dos holofotes, o ator investiu nos seus estudos e também rodou o país ministrando palestras, oficinas e cursos de atuação. “Foi interessante me propor a descobrir e prospectar esses novos talentos que estão surgindo, até mesmo como renovação e aprendizado para minha própria atuação”, conta. 

Na faculdade, Pedro ainda roteirizou e dirigiu o seu primeiro curta-metragem de suspense, Amber. O enredo é sobre um rapaz que se envolve com a personagem de um filme de terror que está assistindo. As gravações foram realizadas no Recife. Entretanto, a divulgação do material será, primordialmente, feita pelas redes sociais do artista. 

Crédito: Reprodução / Instagram

Crédito: Reprodução / Instagram

Em entrevista exclusiva ao Blog João Alberto, Pedro Malta contou os detalhes da sua carreira e como concilia a agenda no Recife e no Rio de Janeiro.  Leia na íntegra:

Você começou a carreira artística muito cedo. Você sempre quis ser ator?

Eu comecei muito novo como ator. No Recife, eu fazia campanhas publicitárias e peças de teatro. O ingresso em novelas se deu por meio de um teste para Coração de Estudante, que aconteceu durante uma temporada no Rio de Janeiro, onde minha mãe tem família.

O fato de começar a tralhar cedo afetou a sua infância?

Eu estaria mentindo se não dissesse que foi uma infância mais corrida e atribulada, por conta dos inúmeros compromissos e atividades que desenvolvia como ator – incluindo viagens e uma rotina com responsabilidades profissionais de decorar e estudar os capítulos das novelas. Mas, ao mesmo tempo, foi divertidíssima e me proporcionou grandes oportunidades de viajar para lugares incríveis com amigos, bem como ter acesso a certos lugares e personalidades das quais, muitas vezes, e, infelizmente, grande parte das pessoas são privadas. Tive a chance de conhecer meus ídolos, como Selton Mello e Luís Fernando Veríssimo, por exemplo.

Pedro Malta e Marina Ruy Barbosa - Crédito: Reprodução do Instagram

Pedro Malta e Marina Ruy Barbosa – Crédito: Reprodução do Instagram

Você tem um currículo extenso de trabalhos na televisão, cinema e teatro. Qual área você se identifica mais?

Como ator, minha formação prática se deu por meio da bagagem adquirida com os anos atuando para a televisão. As pessoas costumam dizer que as nuances que tangem os diferentes campos da atuação se encontram na sutileza aplicada no método. No teatro, é necessário ter um improviso e jogo de cintura, assim como uma performance magnética, capaz de preencher um palco. A televisão, com toda sua aparelhagem, demanda gestos e falas sutis, onde todos os pequenos e mínimos detalhes do seu corpo e rosto estão sendo exibidos. O cinema, pensado como uma arte duradoura, na minha opinião, abraça o melhor desses dois mundos: o preparo e paciência aplicada nos ensaios pré-performance (já que é feito com mais calma e com planos previamente pensados e arquitetados) e a sutileza através do recurso da aparelhagem técnica. E eu sou suspeito nessa afirmação, porque também pretendo me tornar diretor de cinema.

Crédito: Paulo Higor Nunes/Divulgação

Crédito: Paulo Higor Nunes/Divulgação

Qual trabalho marcou sua carreira?

Sem dúvidas, minha estreia como Lipe, em Coração de Estudante, papel que é meu crachá até hoje. Mas também não poderia deixar de citar a grande oportunidade que me foi dada pelo autor Tiago Santiago, de interpretar gêmeos na novela Prova de Amor, na Rede Record. Um presente para qualquer ator que se preze.

Você deu uma pausa na carreira e voltou a morar no Recife.Tem algum motivo especial?

Como criança exposta a ter sua privacidade e juventude invadida pelo próprio circo midiático, você acaba desenvolvendo uma persona pública no qual as pessoas querem poder sempre buscar quando pensam em você. O estereótipo de ser o menino-prodígio ou coisas do tipo. Foi interessante para mim a oportunidade após anos ininterruptos de entrega à carreira, poder reavaliar minhas vontades, focar no estudo acadêmico e redescobrir minha terra, Recife. Lugar que amo e onde hoje descubro minha cara, aprendendo cada vez mais sobre sua cultura e que pretendo usar em projetos futuros de escrita.

Você fez muitas palestras durante esse intervalo da televisão. Quais são os principais temas abordados?

Eu ministrava palestras em oficinas e cursos de atuação em todo o Brasil. Foi interessante me propor a descobrir e prospectar esses novos talentos que estão surgindo, até mesmo como renovação e aprendizado para minha própria atuação. Fora que trocar informação com quem está querendo aprender um ofício que você exerce com tanto carinho é uma atividade mágica.

Você também trabalhou com roteiros e direção. Como foi essa sua experiência?

Sim, eu trabalhei na direção de alguns curtas-metragens realizados como projeto de conclusão dos cursos de atuação onde fui convidado para palestrar. Acompanhar o desenvolvimento dos jovens atores, e então poder dirigi-los, trocando de papel e assumindo a cadeira de onde um dia já partiram comandos e ensinamentos para mim, foi de uma grande emoção. Também venho me dedicando em alguns projetos pessoais de escrita e direção de roteiros.

Crédito: Reprodução do Instagram

Crédito: Reprodução do Instagram

E o seu curta, Amber? Vai ter lançamento?

Amber, o curta que roteirizei e dirigi para uma conclusão de período da minha faculdade, continua sendo o que é: um projeto de faculdade. Ainda tenho muito a aprender com edição, direção e escrita. Mas tenho planos de filmar novamente essa história, com mais recursos e tempo. A curto prazo, penso em divulgar o material original em minhas redes sociais.

De volta às novelas com papel em O Rico e o Lázaro, quais as suas expectativas?

Estou muito feliz de voltar, principalmente com um elenco tão competente, composto por feras como Anderson Muller, Renato Rabello e Heitor Martinez. Fazer parte de um núcleo cômico da trama também é uma novidade deliciosa, uma vez que sempre estive envolto em tramas de teor dramático. Estou muito empolgado e ávido por mais oportunidades como essa, com certeza.

Pedro Malta com os colegas de elenco da novela O Rico e o Lázaro, da Rede TV - Crédito: Reprodução do Instagram

Pedro Malta com os colegas de elenco da novela O Rico e o Lázaro, da Rede TV – Crédito: Reprodução do Instagram

Você tem novos projetos em mente?

No momento, continuar estudando para me tornar um diretor e escritor, além de produtor de conteúdo para TV, internet e cinema. E claro, me dedicar à atuação. Estou também, inclusive, à procura de editoras para um romance.

Como você concilia a rotina entre Recife e Rio de Janeiro?

Eu namoro uma olindense, né? Então calcule como fico entre a cruz e a espada por ter que me distanciar por alguns períodos… Mas acredito que, apesar de jovens, temos a maturidade necessária para levar o relacionamento adiante, sempre com confiança e a vontade de ver o outro fazendo o que gosta. Já minha família sempre compreendeu esse elemento da inconstância, sempre estive em movimento desde menino. Acredito que eles apoiam e incentivam essa minha independência, assim como a rara oportunidade que um jovem tem de exercer o que gosta, coisa difícil num país em crise como o nosso. É bom saber que todos estão torcendo por mim e as demais dificuldades que surgirem pelo caminho serão dribladas, com certeza.

Autor:: Júlia Molinari

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