“A CasaCor mostra o que há de melhor no mercado”, afirmam Isabela Coutinho e Carla Cavalcanti

Carla Cavalcanti e Isabela Coutinho – Crédito: Michelle Sanzere

Pelo segundo ano, Isabela Coutinho e Carla Cavalcanti comandam a CasaCor Pernambuco. As irmãs e empresárias foram as responsáveis por trazer a mostra de volta à Zona Norte, tomando conta de um casarão tombado na Avenida Rui Barbosa. Da mostra do ano passado, elas aprimoraram as experiências e escutaram os desejos do público. Em 2017, a proposta é que a CasaCor seja um espaço de convivência, onde os visitantes possam usufruir de todos os ambientes, incluindo o café, restaurante e bares instalados nos jardins da casa.

Aberta oficialmente nessa sexta-feira, a CasaCor promete reunir todas as inovações e tendências da arquitetura e design. “Temos um ambiente com uma luminária que estava na Maison & Objet Paris, a maior feira de objetos do mundo, que aconteceu agora no início de setembro. Isso mostra como somos atuais e que nossos profissionais estão atrás das tendências de todo o mundo”, revelou Isabela Coutinho.

Carla Cavalcanti e Isabela Coutinho comandam pela segunda vez a CasaCor – Crédito: Gleyson Ramos/Divulgação

Em bate-papo com o Blog João Alberto, as franqueadas comentaram sobre as novidades da edição e as expectativas para a mostra. “O Masterplan foi modificado e a ideia é que o público possa desfrutar da casa e que seja uma CasaCor que você pode passar o dia nela”, contou Carla. “A mostra está bem completa. Há um pouco de tudo, de todos os estilos”, completou.

Confira a entrevista com Isabela Coutinho sobre as novidades da mostra, as tendências, os desafios e a importância da CasaCor Pernambuco:

Qual o tema da CasaCor deste ano?
A CasaCor obedece ao tema central nacional. Esse ano é o Foco no Essencial, que  significa buscar o essencial para viver, para morar. Passamos um pouco pela questão do “menos é mais”, do suficiente, da falta de excesso.

Como está a estrutura desta edição?
Estamos com 45 espaços e 88 profissionais. Neste ano, todo o Masterplan foi refeito por Mário Santos, filho de Janete Costa. Ele faz a CasaCor do Rio de Janeiro há mais de 10 anos, e deu outra leitura ao fluxo da casa. Por exemplo, a entrada mudou, antes era pela Avenida Rui Barbosa, agora será pela Rua Cardeal Arcoverde. O que era restaurante virou sala, living virou quarto… Deu uma repaginada completa. Mário costuma ter um tema para ele, e dessa vez, ele fez uma casa para um casal moderno, em seu segundo casamento. Temos a menina, filha do primeiro casamento da mulher, e o rapaz, filho do primeiro casamento do homem. Depois, eles se casaram e tiveram um bebê. Mário sempre busca contar uma história e essa é de uma família moderna, do Século 21.

Casarão na Rui Barbosa volta a sediar a mostra – Crédito: Divulgação/Casa Cor

Qual a importância da Casa Cor para os arquitetos e para o público?
É uma mostra que valoriza não só a decoração e o designer, mas também as artes de maneira em geral. Une gastronomia, música, arte contemporânea, popular… Sempre temos uma loja com curadoria de pessoas muito competentes, com artistas populares. Ela movimenta antes, durante e depois a economia, os fornecedores, as artes. Dá visibilidade. Traz um melhoramento do patrimônio do município. A gente entrega a casa toda restaurada, as madeiras, o piso, o jardim. Além de todos os empregos diretos e indiretos.

Quais as principais mudanças da mostra em relação ao ano passado?
Além dos ambientes estarem em lugares diferentes, temos a questão dos profissionais. A grande maioria do ano passado permaneceu, mas trouxemos outros profissionais jovens, novos talentos. Eles desempenharam um papel fundamental. Nós buscamos sempre dar estímulos a novos nomes, que fazem um trabalho belíssimo. Os profissionais em geral pesquisam muito também, então teremos novidades das tendências de móveis e tudo mais.

O que vocês aprenderam na primeira experiência e que amadureceram nesta edição?
Neste ano,  amadurecemos e consolidamos a experiência em organização. Também em dar valor a coisas importantes que a nossa sociedade exige, como sustentabilidade. Estamos trabalhando com a doação de materiais para entidades filantrópicas, fazendo coleta seletiva do lixo, com selo ambiental. Nisso evoluímos muito. A casa é sustentável em tudo. E isso são coisas que todos nós como sociedade precisamos aprender.

CasaCor terá Gin Bar, por Diego Ferraz, onde o público poderá curtir a noite – Crédito: Rogério Maranhão/Divulgação

A casa tem mais ambientes para o público utilizar, como restaurante, bares e café. Qual a importância desse conceito?
No ano passado, vimos que o visitante da Casa Cor não quer só ver a mostra. Ele quer usufruir do momento, quer jantar, quer levar um idoso para tomar um chá à tarde, quer ir num bar à noite… Buscam uma casa de entretenimento. Vendo essa necessidade, aprimoramos os conceitos. Temos um restaurante extremamente conceituado, o Toscana, responsável também pelo bar. Temos a casa de Gim, que é uma coisa que está em alta no mundo e o café que foi ampliado por conta da demanda mesmo, que foi muito grande. Agora, as pessoas vão poder sentar, relaxar, curtir. Isso será na casa toda, queremos que o visitante possa tomar um drinque no jardim, que o restaurante possa ir até ele.

Quais as inovações tecnológicas que o público pode esperar?
A tecnologia é sempre extremamente explorada por todos os profissionais. E isso deve ser até uma surpresa. Cada um quer deixar seu trabalho marcado. Tanto na parte de cozinhas, quanto de som, podemos esperar muitas inovações.

Quais as principais tendências em destaque?
A tendência é mesmo o “essencial”. O bom gosto, o design e o conforto. O profissional é essencial, o bom projeto. Claro que todo ano temos as tendências da moda, dos móveis, mas a base que é a arte e o bom projeto, sempre fica.

Nesta temporada, quais os tons que sobressaem na decoração de ambientes? E as texturas?
Os tons de rosa estão sendo muito usados esse ano. Os verdes também têm presença. E nas texturas sempre temos novidades, seja em tecidos ou em papel de parede. Esse ano tem uma parede que você acha que é mármore, mas é papel de parede. Além dos pisos, muitas madeiras. Na CasaCor você pode ver tudo que há de lançamento no sentido de material, mobiliário, criação e tendências. Mostra o que há de melhor no mercado.

Quais as principais tendências em relação aos objetos que integram ambientes?
Existem os clássicos, que sempre são usados e os lançamentos. Estamos representando todos por lá. Temos grandes lojas da cidade, nomes internacionais e nacionais. Temos Sergio Rodrigues, Jader Almeida… Isso unido a arte popular e contemporânea.

Qual o motivo de fazer a mostra no mesmo casarão? Como foi a recepção do público?
A CasaCor “mestra”, de São Paulo, nos orienta que dá para fazer a mostra na mesma casa por duas ou até três vezes, para explorar bem a riqueza do lugar. Mas nós só vamos fazer até esse ano. Hoje, a casa está ainda mais restaurada. A gente acredita que, num bairro como as Graças, uma casa do Século XIX, engrandece o evento. Queremos seguir nesse mesmo caminho, procurar locais que tragam história, raízes. A recepção foi muito boa, extraordinária. E esse ano vamos fazer uma divulgação ainda maior. Isso deve aumentar a visitação.

A mostra em Pernambuco acompanha as tendências de arquitetura e decoração lançadas mundo afora?
Com certeza. Ela está absolutamente atrelada e nivelada com as grandes mostras do Brasil e de fora. Ela é feita por profissionais que têm essa visão atualizada. Temos tecnologia, mobiliário, de materiais, cores, os lançamentos. Por exemplo, temos um ambiente que tem uma luminária que estava na Maison & Objet Paris, a maior feira de objetos do mundo, que aconteceu agora no início de setembro. Isso mostra como somos atuais e que nossos profissionais estão atrás das tendências de todo mundo.

Carla Cavalcanti e Isabela Coutinho com Pedro Ariel, diretor da CasaCor – Crédito: Roberto Ramos/DP

Pedro Ariel, diretor de conteúdo da CasaCor, é um dos nomes mais respeitados quando o assunto é casa e decoração. Ele interferiu muito na concepção da mostra no Recife?
Sempre. Ele está nesse ramo, como jornalista e arquiteto, há anos. Ele tem um feeling e uma percepção fundamental e passa isso para a gente. Tanto na curadoria dos profissionais, quanto no apoio a nós como franqueadas. Livia Pedreira, superintendente nacional da CasaCor, também. Ela virá para a festa e vai receber os convidados conosco. É uma pessoa extremamente respeitada e com um nível absolutamente alto.

Qual o principal desafio de manter este evento no calendário pernambucano?
É você manter a relevância e primar pela qualidade do evento. Que traga renovação, modernidade e conhecimento tanto para os visitantes, estudantes e profissionais. É trazer o que há de mais atual e divulgar sempre as artes, trazendo informação para as pessoas.

Em meio à crise, você acredita que os profissionais se adaptaram a projetos com menor orçamento?
Acho que sim, isso vem naturalmente. Os excessos estão menos explícitos, você tem que se adaptar ao que é possível. Antes se usava muito tecidos importados, caros. Neste ano, eles primaram pelo bom, sem excesso. Houve essa preocupação.

Como você percebe o papel da decoração e do design no momento atual, além do comportamento do público consumidor?
Acho que é um papel de orientação, de conhecimento. O profissional orienta, a população assimila, leva para casa e adapta. O público pega a informação e traz para sua vida de forma prática. E ali você tem o conjunto de técnica e beleza.

E quais as suas perspectivas para o universo de decoração? Como ele pode se reinventar em meio a este cenário econômico?
Acho que podemos nos reinventar criando coisas de maneira palpável e plausível. Eu acho que é isso. O profissional realiza o que o cliente pede respeitando a necessidade. Seja aquele que fabrica o piso, que vai em busca de um material bonito, porém em conta. As pessoas estão se preocupando mais com qualidade também.

Se você pudesse escolher um ambiente para fazer um projeto, qual seria?
Dentro da casa, eu faria qualquer um dos ambientes respeitando o essencial e misturando arte com design. Qualquer um eu ficaria feliz.

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