Cláudia Soul descobriu a paixão pela musicalidade infantil mostrando que crianças podem gostar de rock

Claudia Soul com o filho Vinícius, inspiração para suas canções – Foto: Marina Curcio/Esp. DP

Normalmente, se escuta que as mães assumem a função em tempo integral. Elas ocupam um papel que não se encerra, está sempre conectada e preocupada com os filhos. E balancear essa relação tão intensa com a profissão é sempre um desafio. Imagina levar a relação com os filhos para dentro do trabalho? Essa é a realidade de muitas mães que lidam com o universo infantil para além da rotina familiar. Cláudia Soul, da banda Mini Rock, vive esse cenário. Por acaso, ela descobriu a paixão pela musicalidade infantil e tem investido bastante nesse segmento, mostrando que os pequenos podem gostar de rock também.

Claudia Soul – Foto: Marina Curcio/Esp. DP

Filho bebê, amigos com crianças pequenas, amigos de amigos também. Esse foi o cenário propício para que Cláudia Soul, cientista da computação e musicista há mais de 20 anos, se encontrasse como cantora infantil. E foi ao acaso que ela subiu aos palcos em 2011, no Bailinho do Bloco Carnavalesco Eu acho é pouco. Era festa de criança e ela levou sua banda, Rock de Minissaia, para cantar apenas músicas para os pequenos, diferente do que costumavam. Deu tão certo que ela não parou mais. Estruturaram shows, gravaram CD com cantigas de roda e a banda ganhou o nome Mini Rock. Essa junção deu espaço até para um EP com o projeto cantando músicas dos Beatles. 

Claudia Soul tem a missão de mostrar que as crianças podem gostar de rock também – Foto: Marina Curcio/Esp. DP

Para Cláudia, o trabalho e o envolvimento com as crianças é gratificante. “Depois que comecei a trabalhar com crianças, minha forma de ver o mundo mudou muito. Aprendemos mais que ensinamos! Sinceridade, troca de carinho e ideias são constantes”. Além da cantora, a Mini Rock é formada por Leandro Melo, na guitarra, Jorge Rodrigues, no baixo, e Jô Pinto, seu marido, na bateria. Juntos com o mesmo objetivo: mostrar que criança também pode curtir rock’n’roll em alto e bom som. Eles fazem shows em festas infantis e eventos abertos ao público em praças, shoppings e teatros. 

Entre os sons característicos da guitarra e bateria, a banda traz uma proposta inovadora e provoca as crianças e suas famílias a dividir o mesmo gosto musical. Para isso, eles apostam em releituras e versões adaptadas para os clássicos infantis, como Samba Lê Lê e Fui à Espanha. “Essas são as mais pedidas nas nossas apresentações, assim como a nossa canção autoral Cosquinha“, explica. Os shows são sempre embalados por muitos ritmos e batidas fortes, de forma interativa, buscando a participação de todos. O grupo realiza, em média, cinco a seis shows por mês, variando de acordo com as épocas mais propícias as atividades infantis. 

“Vini tem consciência total do nosso trabalho. Ele se mostra disposto a ajudar e isso é muito bom”, conta Claudia Soul – Foto: Marina Curcio/Esp. DP

A caminhada da cantora evidencia alguns desafios. Casada com o baterista da banda e mãe de Vinícius de 8 anos, Cláudia conta as dificuldades de conciliar o trabalho com a vida pessoal. “Eu costumo dizer que trabalhar com o marido é um desafio, mas temos muita parceria e respeito”, pondera. O filho também já se acostumou com a rotina dos pais e já algumas participações nos shows. “Vini tem consciência total do nosso trabalho. Ele se mostra disposto a ajudar e isso é muito bom”, completa. 

Além das atribuições com a banda, Cláudia se divide entre aulas particulares de musicalização infantil, canto e violão para adultos. A Mini Rock acabou de lançar o disco Tum Tum Pá, fruto do projeto “os direito das crianças” desenvolvido por Cláudia em parceria com a Organização Auxílio Fraterno do Recife (OAF) e conta também com a presença de Vinícius, filho dela. A gravação do DVD veio depois de seis meses de aula ministradas pela cantora às crianças da OAF e resultou em nove canções. 

Author: Juliana Aguiar

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