Ciclo natalino: Cavalo Marinho é tema de live realizada pela Secult-PE


O programa Cultura em Rede, produzido pelo Núcleo Digital da Secretaria de Cultura de Pernambuco (Secult-PE), está de volta! Depois de uma pausa no mês de novembro, o retorno é marcado por programação que envolve uma série de diálogos que lançarão luzes sobre os folguedos populares e espetáculos tradicionais que acontecem no estado durante o ciclo natalino. Nesta terça (7), às 19h, no canal da Secult-PE no Youtube e também no Facebook, acontece a live “Brincadeira no terreiro: o Cavalo Marinho celebra o Criador”. São convidados Mestre Zé de Bibi, Patrimônio Vivo de Pernambuco e responsável pelo Sítio Histórico do Cavalo Marinho, localizado na Zona Rural de Glória de Goitá (Zona da Mata), e Risoaldo José da Silva, o Pino, que é brincante do Cavalo Marinho Estrela de Ouro (também Patrimônio Vivo do estado), que fica em Condado, na Zona da Mata. Ele é o atual presidente da Associação dos Grupos de Cavalo Marinho de Pernambuco.

A live terá mediação de Renata Echeverria, gestora cultural e  coordenadora do Núcleo de Comunicação e Memória da Gerência Geral de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe. “Preservar a tradição da brincadeira do Cavalo Marinho é manter viva a história de personagens como Mateus, Bastião, Catirina… tão fortes e vivas no imaginário dos pernambucanos. Os Patrimônios Vivos são uma política pública de fortalecimento de nossa identidade, de enaltecimento da cultura dos brincantes,   dos trabalhadores dos engenhos de cana de açúcar e sítios da Zona da Mata Norte de Pernambuco”, diz Renata Echeverria, sobre a importância de reconhecer as tradições do estado.

Já Mestre Zé não esconde o orgulho em participar: “Fundei esse Cavalo Marinho em 1961 e até hoje eu estou mantendo a tradição. Meu nome está espalhado por todo mundo, como artista. Enquanto eu estiver vivo, o Cavalo Marinho está de pé, e eu representando a cultura popular em toda função que tiver. Hoje sou Patrimônio Vivo de Pernambuco e estou de parabéns por isso”, fala ele, que começou no brinquedo popular ainda menino. 

A paixão de Pino também começou cedo, vendo o pai, Mestre Biu de Alexandre, colocando o Cavalo Marinho na rua. “Já vai pra quarta geração da família brincando junto no Cavalo Marinho. Aprendi muito com meu pai. Cavalo Marinho pra mim é tudo. É minha vida”, conta ele, que durante as apresentações integra o banco do maracatu, tocando com os demais músicos, recitando as loas e toadas, e também interagindo com as figuras/personagens do brinquedo.

Author: Marcela Nunes

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